Percurso de cerca de 180 quilômetros atravessa o Rio de Janeiro por nove unidades de conservação, praias, mirantes e cartões-postais, dividido em 25 trechos independentes
Considerada a primeira trilha de longo curso do Brasil, a Transcarioca atravessa o Rio de Janeiro em um percurso de cerca de 180 quilômetros, interligando áreas de Mata Atlântica, unidades de conservação e alguns dos principais cartões-postais da cidade. O trajeto começa na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste, e termina no Morro da Urca, aos pés do Pão de Açúcar.
Idealizada em 2000 e inspirada em percursos internacionais, a trilha funciona como um corredor ecológico que conecta nove unidades de conservação, entre elas o Parque Natural Municipal de Grumari, o Parque Estadual da Pedra Branca, o Parque Nacional da Tijuca e o Monumento Natural dos Morros do Pão de Açúcar e da Urca. A rota também passa por locais de interesse histórico e ambiental, como o Sítio Roberto Burle Marx, o Jardim Botânico e o Museu do Açude.
A Transcarioca não precisa ser percorrida de uma única vez: o trajeto é dividido em 25 trechos independentes, com diferentes níveis de dificuldade, distância e tempo de caminhada, permitindo que cada visitante escolha o percurso mais adequado ao seu preparo físico e à disponibilidade de tempo.
Entre os destaques do roteiro estão as praias do Meio e do Inferno, a Pedra do Telégrafo, o Pico da Pedra Branca, a Cascatinha Taunay, o Bico do Papagaio, a Mesa do Imperador, a Vista Chinesa e o Cristo Redentor, no Corcovado. Na parte final, a trilha segue pelo Parque Lage, contorna a Lagoa Rodrigo de Freitas, passa pelo Parque da Catacumba, por Copacabana e Botafogo até a Praia Vermelha, de onde parte a subida para o Morro da Urca.
Turismo sustentável e economia local
Além de incentivar o ecoturismo — um dos segmentos que mais crescem na cidade —, a Transcarioca fortalece a economia das comunidades próximas às unidades de conservação, movimentando serviços de hospedagem, alimentação, transporte e guias de turismo, e contribui para a educação ambiental ao apresentar aos visitantes diferentes ecossistemas da Mata Atlântica, como restingas, manguezais, costões rochosos e florestas de altitude.
Créditos: Itatiaia
