Audiência na Câmara dos Deputados discutiu instrumento jurídico para dar segurança à utilização da área do santuário dentro do Parque Nacional da Tijuca, preservando a gestão ambiental do parque
De braços abertos sobre o Rio de Janeiro, o Cristo Redentor é muito mais que um cartão-postal: o monumento, que recebe milhões de visitantes todos os anos, também abriga um santuário religioso dentro do Parque Nacional da Tijuca. A relação entre o santuário e o parque foi tema de audiência na Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados.
A intenção é criar um instrumento jurídico para dar mais segurança à utilização da área, reconhecendo a importância religiosa, histórica, cultural e turística do local, sem prejudicar a preservação ambiental. Durante a audiência, representantes da Igreja Católica, do poder público e do parque defenderam o diálogo como caminho para uma solução definitiva.
O autor do pedido de realização da audiência, deputado Ricardo Abrão (PSDB-RJ), avaliou que o debate mostrou ser possível avançar em uma solução que dê segurança ao santuário sem interferir na gestão do parque. “É um direito conquistado pela Igreja Católica que ela possa ter esse documento, que é a cessão de direito real. Acredito que todos aqui hoje concordaram plenamente com isso, que não vai atrapalhar em nada o ICMBio na gestão do Parque Nacional da Tijuca”, afirmou.
A definição jurídica da área interessa diretamente ao setor de turismo do Rio: o Cristo Redentor é o atrativo mais visitado da cidade e âncora de um ecossistema que envolve o Trem do Corcovado, agências, guias, transporte e a rede hoteleira, com segurança institucional para novos investimentos e experiências no entorno do monumento.
Créditos: Radar Digital Brasília / Agência Câmara
