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Sesc Rio recebe show de Allan Abbadia inspirado em Pixinguinha e Moacir Santos

O Projeto Sesc Pulsar leva o espetáculo IFÈ, do músico Allan Abbadia, a quatro unidades do Sesc Rio de Janeiro entre os dias 21 e 28 de julho.

O Projeto Sesc Pulsar recebe, entre os dias 21 e 28 de julho, o músico Allan Abbadia em quatro unidades do Sesc Rio de Janeiro, com apresentações do espetáculo IFÈ.

As apresentações acontecem no Sesc Tijuca (21/7), com participação especial de Carlinhos 7 Cordas; no Sesc Madureira (24/7); no Sesc Nova Iguaçu (25/7); e no Sesc Copacabana (28/7), com participações especiais de Carlinhos 7 Cordas e Ana Paula Cruz.

Em cena, Abbadia apresenta o espetáculo IFÈ, baseado no álbum homônimo lançado em 2023 em homenagem a quatro maestros negros da música brasileira — Pixinguinha, Abigail Moura, Moacir Santos e Letieres Leite. O repertório se baseia no álbum e em suas referências musicais.

IFÈ é o segundo álbum autoral de Allan Abbadia e resultou de sua pesquisa de mestrado na Unicamp. No palco, o projeto materializa em música as vivências, diálogos e influências do artista. O nome faz referência a Ilé-Ifè, cidade nigeriana considerada um dos grandes centros históricos e culturais da África Ocidental.

Uma trajetória dedicada à música negra brasileira

Para Allan Abbadia, o espetáculo nasce da pesquisa, mas se completa no encontro com o público. “É um trabalho que nasce da memória em comum e da herança que carrego como artista e homem preto que sou. A música é uma linguagem poderosa de comunicação, e este espetáculo é uma celebração da vida, da memória e da diversidade que nos constitui”, afirma o músico.

Mestre em Música pela Unicamp, Abbadia constrói há 25 anos uma trajetória dedicada à valorização das expressões musicais negras. Seu álbum de estreia, “Malungos” (2019), venceu o 1º Prêmio Pretas Potências. Cofundador do projeto Melanina Jazz e do selo Atlântico Sul Music, já colaborou com nomes como Elza Soares, Dona Ivone Lara, Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Emicida, João Donato e Nei Lopes, entre outros.

Como arranjador, assina parte dos arranjos de “Amarelo Ao Vivo”, de Emicida, gravado no Theatro Municipal de São Paulo, e participou do álbum Serotonina, de João Donato, vencedor do Latin Grammy 2023 de Melhor Álbum de MPB.

Créditos: Diário do Rio

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