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Rio de Janeiro lidera ranking de destinos para turismo esportivo no Brasil

Pesquisa da Maximum Boxing aponta o Rio de Janeiro como o estado mais desejado para turismo esportivo no Brasil em 2026, à frente de São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais

O Rio de Janeiro é o estado mais buscado do Brasil para viagens ligadas ao turismo esportivo em 2026, segundo levantamento da Maximum Boxing. O estudo aponta que o interesse por eventos, campeonatos e práticas esportivas já pesa na escolha dos destinos de muitos brasileiros.

No ranking nacional, o Rio de Janeiro aparece em primeiro lugar, seguido por São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e Bahia. A lista dos dez estados mais procurados ainda inclui Pernambuco, Ceará, Amazonas, Distrito Federal e Paraná.

O levantamento foi feito em um momento de maior atenção ao esporte, com a aproximação da Copa do Mundo. Dados citados pelo estudo indicam que o turismo de bem-estar e o turismo esportivo estão entre as experiências de maior interesse para as próximas viagens dos brasileiros.

Esporte vira motivo de viagem

Segundo a pesquisa, 54,8% dos entrevistados afirmam que assistir a eventos e campeonatos ao vivo é o principal fator para escolher um destino. Outros 46,6% dizem viajar para praticar esportes, seja por hobby ou por participação em competições.

O resultado mostra uma mudança no comportamento do turista. A viagem deixa de ser apenas lazer tradicional e passa a envolver experiências ligadas à torcida, à prática esportiva, à superação pessoal e ao contato com comunidades que compartilham o mesmo interesse.

Para William Ferraz, coordenador da Maximum Boxing, o esporte passou a ocupar um papel mais forte nas decisões de viagem. “O esporte passou a ser um dos grandes motivadores de viagem. Hoje, o brasileiro não quer apenas assistir, mas viver a experiência, seja treinando, competindo ou se conectando com outras pessoas que compartilham o mesmo interesse”.

Rio combina eventos, estádios e paisagem

A liderança do Rio de Janeiro no ranking ajuda a explicar a força da cidade e do estado nesse segmento. O calendário esportivo fluminense reúne eventos como o Rio Open, a Maratona do Rio, jogos do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil, além de partidas no Maracanã, um dos estádios mais conhecidos do mundo.

O estado também tem forte apelo para esportes ao ar livre, com praias, trilhas, corridas, surfe, ciclismo, lutas e atividades de bem-estar. Essa combinação reforça o Rio como destino tanto para quem quer assistir a grandes eventos quanto para quem deseja praticar esportes durante a viagem.

Em São Paulo, segundo colocado no ranking, o calendário é mais distribuído ao longo do ano. A cidade recebe eventos como a SP City Marathon, competições de luta, jogos de futebol em estádios como Morumbi, Allianz Parque e Neo Química Arena, além de uma agenda esportiva ligada a diferentes modalidades.

Já Santa Catarina, terceiro colocado, se destaca por competições de corrida, endurance, triathlon e futebol. Eventos como a Maratona Internacional de Floripa e o Revezamento Volta à Ilha atraem atletas amadores e profissionais, reforçando o perfil do estado para esportes ao ar livre.

Ranking nacional de turismo esportivo

1º: Rio de Janeiro

2º: São Paulo

3º: Santa Catarina

4º: Minas Gerais

5º: Bahia

6º: Pernambuco

7º: Ceará

8º: Amazonas

9º: Distrito Federal

10º: Paraná

Futebol ainda lidera, mas lutas crescem

O futebol segue como o principal esporte capaz de motivar viagens entre os brasileiros. A força da modalidade aparece tanto no calendário nacional quanto no interesse por grandes competições internacionais.

Na segunda posição aparecem os esportes de luta, como boxe, MMA e muay thai. Nesse caso, a motivação vai além de assistir a torneios. Muitos viajantes buscam experiências de imersão, contato com atletas, treinos e destinos reconhecidos como referência em determinadas modalidades.

Também aparecem entre os esportes que fazem os brasileiros viajarem o vôlei, citado por 21,4% dos entrevistados, corridas e maratonas, com 20,4%, e esportes de natureza, como surfe, trilhas e escalada, com 16%.

Essas modalidades reforçam a procura por viagens que unem prática esportiva, contato com o ambiente, convivência e bem-estar.

Preço ainda pesa na decisão

Apesar do aumento do interesse, o fator financeiro continua sendo decisivo. De acordo com o levantamento, 32,2% dos brasileiros consideram o preço da viagem o principal ponto na escolha de um evento esportivo para assistir ao vivo.

Em seguida aparecem a localização do destino, com 17,2%, o preço dos ingressos, com 14,4%, e a relevância do evento, com 13,6%. Finais, edições históricas e competições de grande porte tendem a influenciar mais a decisão.

A pesquisa também mostra que o turismo esportivo está ligado a sensações positivas. Para 59,8% dos entrevistados, a principal associação é com entretenimento e diversão. Depois vêm adrenalina e emoção, com 48,2%, conexão com amigos ou torcida, com 29,6%, e realização pessoal, com 28,4%.

“Quando a gente olha para as lutas, fica claro que o interesse vai além do entretenimento. Existe uma busca por experiências que envolvam emoção, disciplina e até transformação pessoal. Isso dialoga diretamente com os sentimentos que aparecem na pesquisa, como realização, inspiração e bem-estar”, afirma William Ferraz.

Destinos internacionais também entram na rota

Entre os destinos internacionais, os Estados Unidos aparecem entre os mais desejados pelos brasileiros, impulsionados por ligas como NFL, NBA e eventos como UFC, Super Bowl e finais da NBA.

A Espanha aparece ligada ao futebol, com destaque para La Liga, Champions League, Real Madrid e Barcelona. A França atrai pelo Roland-Garros, Tour de France e Ligue 1. Já a Argentina tem força com o futebol e os jogos de Boca Juniors e River Plate.

A Inglaterra aparece pela Premier League, Wimbledon e a Maratona de Londres. A Itália combina futebol, ciclismo e automobilismo, com a Serie A, o Giro d’Italia e o GP de Fórmula 1 em Monza. O Japão fecha a lista com uma agenda que mistura tradição e esportes modernos, como sumô, futebol e modalidades de inverno.

A pesquisa ouviu 500 adultos maiores de 18 anos, residentes em todas as regiões do país e conectados à internet. O índice de confiabilidade informado é de 95%, com margem de erro de 3,3 pontos percentuais.

Créditos: Diário do Rio

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