palacios das laranjeiras abre visitacao edificios
Notícias

Palácio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro, será reaberto para visitação

Sem visitas desde 2021, devido à pandemia da Covid-19, o Palácio das Laranjeiras ganha projeto de visitação a partir do mês de maio; conheça mais da estrutura.

Sem agenda disponível para visitação desde 2021, o Palácio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro, reabriu para visitação pública nesta terça-feira (5). A partir do mês de maio, a sede oficial do governo fluminense poderá ser visitada por alunos da rede pública estadual e grupos de interesse, selecionados pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac). O público geral poderá reservar o passeio a partir do mês de junho.

Projetado pelos arquitetos Armando Silva Telles e Joseph Gire, entre os anos de 1909 e 1913, o palacete foi pensado como moradia para Eduardo Guinle, patriarca de uma das famílias mais abastadas da capital da República e empresário. O ambiente foi inspirado no projeto do Cassino de Monte Carlo, em Mônaco, contando com colaboração de paisagistas, escultores e pintores franceses para trazer à vida uma arquitetura com odes românticas e repleta de opulência.

Com vista para a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar, a construção de aproximadamente 430 mil metros quadrados se tornou um cartão-postal da cidade. Estima-se que o palácio tenha custado o equivalente a US$ 24 milhões de dólares.

A entrada era guardada por dois leões de pedra, em tamanho natural, esculpidos por Georges Gardet, que possui obras no Jardim de Luxemburgo, em Paris. Boiseries de madeiras nobres, colunas maciças de mármores italianos, vitrais, mosaicos e móveis inspirados no mobiliário da realeza francesa também formavam parte da composição.

O edifício, ainda, tem um banheiro feito com peças esculpidas em blocos de mármore Carrara e o primeiro elevador instalado no Brasil, da Otis. Já o hall principal tem piso em mosaico de mármore e pastilhas folheadas com ouro.

Com a morte de Eduardo, em 1941, sua esposa e filhos optaram por vender a extensa propriedade. Comprado pela União nos anos 40, o imóvel pertence hoje ao governo do estado, servindo como residência oficial do governador do Estado do Rio de Janeiro e tendo servido como residência oficial da presidência da república durante o governo de Juscelino Kubitschek.

Em 1979, o Palácio das Laranjeiras consagrou-se como bem tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC) e, quatro anos depois, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

O palacete, inclusive, serviu de cenário para momentos históricos do Brasil. Foi lá que, em 1964, o então presidente João Goulart anunciou a assinatura do decreto que elevou os níveis regionais do salário mínimo em todo o país. Já em 1968, o Palácio das Laranjeiras foi palco para a assinatura de um Ato Institucional, o AI-5.

Em 2021, o Palácio das Laranjeiras e o Guanabara foram abertos para visitação por meio do projeto ‘Palácios Povo’. O programa, porém, foi suspenso devido ao agravamento da pandemia da Covid-19 e nunca mais restabelecido.

As visitas recém-instauradas possibilitam passeios pelo hall de entrada, pelo Salão Luís XIV e pela Sala de Música com o famoso piano inspirado no cravo de Maria Antonieta. Também estará o fumoir (espaço para fumantes, a sala de jantar e a biblioteca, que abriga o Bureau du Roi, a cópia fiel da escrivaninha de cilindro que pertencia ao Rei Luis XV da França; o Salão Império e a Galeria Regência.

Créditos: Casa Vogue

Leia também: