Contrato de cerca de US$ 280 milhões prevê embarcações da classe Handy no estaleiro Mac Laren, na Ponta d’Areia, ligadas a encomendas da Petrobras e da Transpetro.
Depois de anos de retração no setor naval, Niterói retoma papel de destaque na indústria com a construção de quatro navios-tanque da classe Handy no estaleiro Mac Laren, localizado na Ponta d’Areia. O contrato é avaliado em cerca de US$ 280 milhões — algo próximo de R$ 1,5 bilhão na cotação atual — e tem potencial para gerar até 1.500 empregos diretos e indiretos.
As embarcações integram um programa de renovação da frota nacional dedicada ao transporte de derivados de petróleo, com demanda impulsionada por encomendas da Petrobras e da Transpetro. A meta é reforçar a capacidade logística brasileira e diminuir a dependência de navios estrangeiros em operações de cabotagem e transporte fluvial.
Os blocos estruturais das embarcações começam a ser fabricados em um estaleiro no Rio Grande do Sul, mas a fase decisiva ocorre em Niterói: lá serão feitas a montagem final, a instalação dos sistemas de propulsão, os equipamentos elétricos, a automação e toda a integração tecnológica antes dos testes de navegação.
Cada navio poderá transportar cerca de 10 mil toneladas de derivados de petróleo, como diesel, gasolina, querosene de aviação e combustíveis marítimos. O projeto, concebido por uma empresa de engenharia norueguesa e adaptado à realidade brasileira, permitirá operações tanto no litoral quanto em regiões como a foz do Rio Amazonas.
A primeira unidade deve ficar pronta em maio de 2028, com as demais sendo entregues em intervalos de cerca de quatro meses até a conclusão do programa, prevista para 2029. Antes de entrar em operação, todas as embarcações passarão por testes de navegabilidade, velocidade, segurança e certificação em Niterói, conforme padrões internacionais.
Além da geração de empregos, o projeto prevê investimento na qualificação de mão de obra, com parcerias já firmadas entre o estaleiro, o Senai, a Escola Técnica da Marinha e fornecedores de equipamentos.
Créditos: Diário do Rio de Janeiro
