Secretaria Municipal de Conservação recupera as pedras históricas das ruas do Ouvidor e do Rosário, no Centro do Rio, reforçando a revitalização turística da região.
Depois de anos marcados pela restauração de edifícios históricos e pela volta do movimento de cariocas e turistas, o entorno da Praça XV, no Centro do Rio, começa a ver o próprio espaço público acompanhar essa revitalização.
A Secretaria Municipal de Conservação, comandada por Diego Vaz, iniciou a recuperação dos tradicionais pisos de granito das ruas do Ouvidor e do Rosário, no trecho entre a Rua Primeiro de Março e a Rua do Mercado, além da Travessa dos Mercadores, em frente à histórica Igreja da Irmandade de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores.
A obra integra um trabalho mais amplo de recuperação do pavimento histórico do Centro, que nos últimos meses também incluiu a repavimentação da Rua Teófilo Otoni, da Rua da Quitanda e de outros logradouros tradicionais da região.
As três vias formam o coração de um dos conjuntos históricos mais preservados da cidade, reunindo bares, restaurantes, igrejas, centros culturais e galerias que vêm atraindo público crescente, especialmente nos fins de semana. As placas de granito, no entanto, apresentavam desgaste acentuado, agravado após o desabamento de um sobrado na Travessa do Comércio – Arco do Teles, quando equipamentos pesados usados na remoção dos escombros precisaram passar pela Rua do Ouvidor.
Impacto direto no dia a dia da região
Agora, as equipes da Conservação retiram as pedras comprometidas, recompõem a base e reassentam as placas de granito, devolvendo uma das características urbanísticas mais marcantes do conjunto histórico. O piso plano, diferente do paralelepípedo, também facilita a instalação de mesas e cadeiras dos bares e restaurantes da região.
A intervenção beneficia ainda a Travessa dos Mercadores, onde avança a restauração do edifício centenário que vai abrigar o futuro Museu do Café, sob fiscalização do IPHAN — mais um investimento que reforça o entorno da Praça XV como um dos destinos mais dinâmicos de lazer e turismo da cidade.
Para o Diário do Rio, que acompanha de perto essa transformação, revitalizar uma cidade não significa apenas restaurar edifícios, mas também recuperar o chão por onde caminham moradores, trabalhadores e turistas — consolidando a Praça XV como um dos lugares mais agradáveis do Rio de Janeiro.
Créditos: Diário do Rio
