“A possível mudança na distribuição dos royalties do petróleo, em julgamento no Supremo Tribunal Federal (ADI 4917), gera enorme preocupação para o Estado do Rio de Janeiro e certamente preocupa também o turismo. Estamos falando de uma receita estruturante, que não é um benefício, mas uma compensação direta pelos impactos econômicos, sociais e ambientais da atividade petrolífera. Os royalties custeiam desde saúde e educação até segurança e infraestrutura. Quando falamos de turismo, o impacto é direto. A redução desses investimentos afeta a manutenção de destinos, a conservação urbana, a promoção turística e a realização de eventos — fatores essenciais para a atratividade das cidades.
Destinos que hoje recebem visitantes por conta de sua estrutura e qualidade de serviços podem perder competitividade. Municípios do interior fluminense, especialmente nas regiões Norte e das Baixadas Litorâneas — como Campos dos Goytacazes, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra — dependem fortemente desses recursos e sem dúvida serão os mais afetados. Importante destacar que esses investimentos também devem ser destinados à formação técnica e à construção de novas indústrias, de forma a assegurar a continuidade do desenvolvimento desses municípios quando a indústria do petróleo deixar de ter o peso que possui hoje na geração de recursos. Não são números aleatórios, estamos falando do futuro econômico de regiões inteiras.”
— Alfredo Lopes, presidente do HotéisRIO
