Brinquedos do Parque Shanghai, no Largo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro
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Parque Shanghai é reconhecido como patrimônio cultural da cidade do Rio de Janeiro

Câmara Municipal derrubou por 27 votos a zero o veto ao projeto de lei; parque centenário no Largo da Penha já havia recebido o título estadual em maio de 2026

O Parque Shanghai, cenário da infância de gerações de cariocas, será reconhecido como patrimônio cultural da cidade do Rio de Janeiro. A Câmara Municipal derrubou nesta terça-feira (1º/9), por 27 votos a zero, o veto do prefeito Eduardo Cavaliere ao Projeto de Lei 1.978/2026.

A proposta, de autoria do vereador Paulo Messina (PSD), havia sido aprovada por unanimidade em 20 de maio. Após o veto do Executivo, o texto retornou ao plenário e teve novamente o apoio de todos os parlamentares presentes. Com a derrubada, o projeto segue para promulgação e será transformado em lei municipal.

Mais de cem anos de história

Fundado em 1919, o Parque Shanghai é considerado um dos primeiros parques de diversões do Brasil. Inicialmente itinerante, passou por diferentes endereços antes de se estabelecer definitivamente na Penha. No Rio, funcionou em áreas como o antigo Aterro do Calabouço, nas proximidades do atual Aeroporto Santos Dumont, e a Quinta da Boa Vista.

Em 1966, foi reinaugurado no Largo da Penha, aos pés da Basílica Santuário de Nossa Senhora da Penha, onde permanece há seis décadas — tornando-se uma das principais atrações populares da Zona Norte.

Reconhecimento soma-se ao título estadual

“O Parque Shanghai está entre as minhas melhores recordações de infância e as da maioria dos cariocas. Sempre levo os meus três filhos, e eles adoram. São mais de cem anos fazendo a alegria da criançada”, afirmou Messina, frequentador do parque. “Este reconhecimento é muito merecido, em função do valor histórico e cultural desse parque, amado por todos nós”, declarou.

O reconhecimento municipal se soma ao título concedido pelo Estado do Rio em maio de 2026, quando o parque foi declarado patrimônio cultural imaterial fluminense — proposta de autoria do ex-deputado Andrezinho Ceciliano, com coautoria da deputada Marina do MST. Com a nova lei, o parque passa a contar também com o reconhecimento oficial do município, o que reforça o circuito de atrativos da Penha para o turismo receptivo da Zona Norte.

Fonte: Diário do Rio

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