Área de lazer de hotel na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, com vista para a praia
Área de lazer de hotel na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, com vista para a praia
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Hotéis do Rio ampliam público local e viram ponto de encontro dos cariocas

Gastronomia, day use, spa e programação cultural fazem da hotelaria carioca um destino de lazer também para quem mora na cidade, reduzindo a dependência da sazonalidade

Durante muito tempo, os hotéis do Rio de Janeiro foram vistos apenas como endereços de turista. Esse cenário mudou. A hotelaria carioca vive um de seus momentos mais criativos ao entender que parte de seus melhores clientes está do lado de fora da recepção — e que abrir as portas ao público local é estratégia de relacionamento, fidelização e geração de receita.

A gastronomia como porta de entrada

Os restaurantes instalados dentro dos hotéis deixaram de atender só hóspedes e passaram a disputar espaço entre os melhores endereços da cidade. Jantares harmonizados, brunchs de domingo, festivais internacionais, cartas de vinhos e menus sazonais aproximam o morador do empreendimento. O hotel deixa de ser apenas um lugar para dormir e passa a ser destino de lazer, encontro e celebração.

Empreendimentos como Fairmont Rio de Janeiro Copacabana, Copacabana Palace, Grand Hyatt, Hilton Copacabana, JW Marriott, Emiliano Rio e Yoo2 Rio investem de forma constante em festivais gastronômicos, experiências sensoriais e menus assinados por chefs convidados, com programações pensadas para dialogar com o público carioca.

Cultura, bem-estar e day use

Concertos ao pôr do sol, exposições de arte, aulas de yoga, experiências de mixologia, eventos de moda e apresentações musicais passaram a integrar a agenda de diversos hotéis. Somam-se a isso os programas de day use, os tratamentos de spa e os espaços de descanso, que atraem famílias, casais e grupos de amigos em busca de uma pausa sem sair da cidade.

Menos sazonalidade, mais ocupação no ano inteiro

Ao conquistar o morador, o hotel amplia sua relevância e movimenta restaurantes, bares, spas e áreas de lazer durante todo o ano, reduzindo a dependência da sazonalidade do turismo. Mais do que vender diárias, os empreendimentos passam a vender experiências — um movimento que fortalece o vínculo com a cidade e sustenta a operação nos períodos de menor fluxo de visitantes.

Créditos: Diário do Rio de Janeiro — artigo de Liberado Júnior

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