metro quadrado dos imoveis novos no rio sobe quase 70 em um ano
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Metro quadrado dos imóveis novos no Rio sobe quase 70% em um ano

Preço dos lançamentos imobiliários na capital fluminense chegou a R$ 12.849,63 por metro quadrado, alta de 68,51% em 12 meses, impulsionada por mudanças na legislação, imóveis compactos e turismo aquecido

O preço dos imóveis novos no Rio de Janeiro deu um salto raro no mercado imobiliário brasileiro. Nos 12 meses encerrados em março de 2026, o metro quadrado dos lançamentos na capital chegou a R$ 12.849,63, alta de 68,51%, segundo o Índice de Lançamentos Imobiliários (ILI) DataZAP, divulgado na primeira edição do Radar da Construção. Foi a maior valorização entre as regiões acompanhadas pelo levantamento, bem acima da média nacional de 10,06% no mesmo período.

Mudanças na legislação destravaram novos projetos

Segundo Leonardo Mesquita, vice-presidente de Negócios da Cury Construtora e presidente da Ademi-RJ, parte da valorização está ligada a mudanças regulatórias dos últimos anos, como o novo Código de Obras (2019), o programa Reviver Centro (2021) e o novo Plano Diretor (2024), que ampliaram as possibilidades de construção em regiões como Centro, Porto Maravilha, Zona Sul e Zona Norte.

Imóveis compactos e turismo pressionam os preços

A mudança no perfil dos lançamentos também explica a alta: imóveis compactos, que têm preço total menor mas metro quadrado mais caro, ganharam espaço com as novas regras. Em bairros como Ipanema e Leblon, compactos podem chegar a R$ 2 milhões, com cerca de 30% dos compradores estrangeiros; no Centro e na Zona Norte, há unidades a partir de R$ 450 mil.

O turismo aquecido também pressiona o mercado. Em 2025, o Rio recebeu 12,5 milhões de turistas, alta de 10,5% em relação a 2024, com crescimento de 44,8% de visitantes internacionais. Segundo Mesquita, “o Rio de Janeiro não tem baixa temporada e tem características para eventos que não tem em outras cidades” — fator que sustenta preços altos em lançamentos de bairros próximos aos principais cartões-postais.

Créditos: Diário do Rio, com informações do InfoMoney

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