
O Centro de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB), no Centro do Rio de Janeiro, abriu nesta quinta-feira (8/10) o IV Seminário “Mãos que Promovem o Brasil – Artesanato e Turismo como Vetores de Desenvolvimento”. Em formato híbrido e com alcance nacional, o encontro reúne especialistas, gestores, artesãos e representantes de instituições para debater a integração entre os dois setores, compartilhar experiências e apresentar soluções para o desenvolvimento dos territórios.
Quarto evento de uma série iniciada em 2024, o seminário trata o artesanato como expressão cultural, instrumento de sustentabilidade e motor de desenvolvimento econômico. A edição reúne práticas bem-sucedidas e discute como produtos e experiências podem atender aos visitantes sem perder identidade, autenticidade e vínculo com as comunidades.
Artesanato como experiência turística
Na abertura, o diretor de Desenvolvimento do Sebrae Rio, Sérgio Malta, destacou que o artesanato reúne memória, identidade territorial e criatividade, ao mesmo tempo em que gera renda, inclusão produtiva e fortalecimento das economias locais, vocação que se conecta a um turismo cada vez mais orientado pela busca de experiências autênticas.
“Quando uma pessoa leva consigo uma peça artesanal brasileira, leva muito mais do que o objeto: leva uma história, uma tradição, a identidade de um povo, um pedaço do Brasil. Por isso, fortalecer o artesanato também é fortalecer o turismo, promover destinos, gerar oportunidades e ampliar a circulação de riqueza nos territórios.”
— Sérgio Malta, diretor de Desenvolvimento do Sebrae Rio
O presidente da Embratur, Bruno Reis, apontou o artesanato como instrumento de projeção internacional da cultura brasileira e de impacto positivo nos destinos, e defendeu que as experiências sejam organizadas e apresentadas de forma acessível a visitantes, operadores e comunidades produtoras.
“Uma vez que o produto está organizado, fica mais claro para todos como ele pode ser acessado pelo turista. Queremos apresentar o Brasil de maneira organizada, para que o visitante conheça, valorize e compre o artesanato, deixando um impacto positivo no território.”
— Bruno Reis, presidente da Embratur
Programação
A programação começou com a palestra “Do fio ao destino: como o artesanato transforma o turismo”, conduzida por Mirian Rocha, que propôs uma experiência sensitiva para mostrar por que o artesanato mobiliza o turismo brasileiro. Em seguida, o painel “Turismo de base comunitária: artesãos estruturados para autonomia territorial” abordou a integração do artesanato às experiências comunitárias e o protagonismo das populações locais.
O turismo pedagógico entrou em pauta com o caso de Cunha (SP), onde a cerâmica nipo-brasileira, os ateliês e os processos de aprendizagem ajudam a consolidar um fluxo turístico ligado à produção artesanal. O seminário também apresenta a experiência da Ilha do Ferro (AL), que projetou o território como destino a partir do artesanato, e a Rota Mãos do Agreste (PE), que integra turismo e artesanato em roteiros baseados na identidade territorial.
Outro debate trata do artesanato como lembrança turística e do desenvolvimento de produtos que conciliem autenticidade, identidade e demandas dos visitantes. Encerrando os painéis, o caso da Bahia mostrou como a iconografia e os símbolos territoriais podem orientar a criação de peças que comunicam histórias, memórias e identidades.
Fonte: Assessoria de Imprensa do Sebrae Rio (release recebido em 08/10/2026).
Imagem: Divulgação/CRAB Sebrae.
