A espanhola Aena assinou em 6 de outubro o contrato de compra e venda de ações do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro–Galeão. O documento transfere à companhia a administração do terminal até 2039 e eleva para 18 o número de aeroportos operados pelo grupo no Brasil.
Do leilão à assinatura
A concessionária arrematou o Galeão em leilão realizado em março deste ano, com proposta de R$ 2,9 bilhões. Com a assinatura do contrato, encerra-se a etapa de transição e a Aena passa a responder formalmente pela operação do principal portão de entrada internacional do Rio de Janeiro.
Galeão entra em rede com 81 aeroportos
Com a aquisição, o Galeão passa a integrar a rede global da Aena, formada por 81 aeroportos em cinco países. Segundo a empresa, a entrada nessa malha amplia as oportunidades de crescimento do terminal e permite coordenação com os demais aeroportos do grupo — com destaque para Congonhas, em São Paulo —, abrindo caminho para consolidar o Galeão como hub internacional.
Prioridades anunciadas
A companhia informou que a operação será orientada por quatro frentes:
- Eficiência operacional do terminal;
- Melhoria da experiência do passageiro;
- Fortalecimento do transporte de cargas;
- Geração de valor para o destino.
O que muda para a hotelaria carioca
A gestão do Galeão por um operador com rede internacional é acompanhada de perto pelo setor hoteleiro do Rio, que depende da conectividade aérea para sustentar a demanda internacional. A articulação do aeroporto com Congonhas e com os demais terminais da rede tende a influenciar a oferta de assentos e a abertura de novas rotas — fatores diretamente ligados à taxa de ocupação e à diária média dos hotéis da cidade, sobretudo na alta temporada e no calendário de grandes eventos.
Créditos: PANROTAS / Divulgação RIOgaleão
Fonte: PANROTAS
