Fachada de hotel na orla do Rio de Janeiro, cidade que registra alta nas diárias durante o Rock in Rio 2026
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Rock in Rio 2026: diária média dos hotéis do Rio sobe 20% e 97% das buscas se concentram no primeiro fim de semana

Levantamento da Hoteis.com mostra procura concentrada entre 1º e 6 de setembro, período que inclui o feriado da Independência; festival deve movimentar cerca de R$ 3,3 bilhões na economia

O Rock in Rio 2026 já mexe com o mercado hoteleiro da capital fluminense antes mesmo da abertura dos portões. Segundo levantamento da Hoteis.com, a diária média dos hotéis da cidade para o período do festival está cerca de 20% mais alta do que no mesmo intervalo do ano passado — e, mesmo com o reajuste, a procura por hospedagem permanece elevada.

97% das buscas no primeiro fim de semana

A concentração da demanda é o dado que mais chama atenção para o planejamento da hotelaria: 97% das buscas nacionais por hospedagem no período do evento estão voltadas para os dias 1º a 6 de setembro. O intervalo engloba o primeiro fim de semana do festival e o feriado de 7 de setembro, o que ajuda a explicar a corrida por quartos nessa janela.

O levantamento considera buscas feitas por brasileiros na plataforma entre 1º de março e 24 de agosto, para hospedagens no Rio de Janeiro durante o Rock in Rio 2026. Para o setor, a leitura é de que parte do público pretende esticar a permanência na cidade, aproveitando a programação do festival somada ao feriado prolongado — o que amplia o número de diárias por reserva.

Onze edições e 130 mil pessoas por dia

A 11ª edição do festival será realizada na Cidade do Rock, no Parque Olímpico, nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro. A programação reúne atrações internacionais como Foo Fighters, Elton John, Maroon 5, Avenged Sevenfold, Stray Kids e Twenty One Pilots, além de nomes brasileiros como Gilberto Gil, Ivete Sangalo, Luísa Sonza e Alok.

O dia 7 de setembro, feriado da Independência, terá Elton John como headliner do Palco Mundo e já está com ingressos esgotados. A expectativa dos organizadores é reunir 130 mil pessoas por dia e movimentar cerca de R$ 3,3 bilhões na economia — cifra que inclui transporte aéreo e rodoviário, hospedagem, alimentação, comércio e serviços.

Turismo musical no radar da hotelaria

Segundo a organização do festival, as vendas de ingressos cresceram 20% em relação à edição anterior, e 55% dos bilhetes foram adquiridos por pessoas que moram fora do estado do Rio de Janeiro — perfil que depende diretamente de hospedagem. Na edição de 2024, cerca de 420 mil visitantes passaram pela Cidade do Rock, boa parte deles vinda de São Paulo e de Minas Gerais.

O movimento confirma o peso do chamado turismo musical na agenda do destino: grandes eventos deixaram de ser apenas atrações de entretenimento e passaram a funcionar como motores de demanda para os meios de hospedagem, com impacto direto sobre tarifa média e tempo de permanência.

Fonte: Diário do Rio

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